Insônia

( Alcyr Spíndola )


Começou tranqüilamente, de forma banal e inocente. O resumo da agência de publicidade descrevia uma cena clichê a ser fotografada para a campanha de lançamento da nova marca de chocolate.

Antes do início da sessão de fotos, ele é apresentado ao menino escolhido pela produtora. É fofinho, 2 aninhos de idade, levemente gordinho (o que transmite a imagem de bem-cuidado e simpático necessário para acalmar preocupações maternais das consumidoras). O melhor de tudo era o dedo, tortinho na medida certa, que atraia o olhar de todos, uma levíssima falha que servia para destacar a perfeição dos olhos e do rosto inteiro e que atraia a todos ainda mais. Continuar lendo »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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Pedrinho

( Julia )


Quem sabe sábado me pula um sapo no colo e eu o coloco dentro da minha caixa de brinquedos, pensou ele. Sem saber que nenhum sapo lhe prestaria o favor de refugiar-se numa caixa de sapatos – sem brinquedo algum para fazer-lhe companhia – dormiu Pedrinho pensando em como faria para capturar os répteis que religiosamente apareciam no quintal. Continuar lendo »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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Extremamente

( Amanda Onishi )


[Insira aqui um nome] era uma menina muito pobre. Pobre e azarada, extremamente azarada. Para começar era uma menina em pleno século [insira aqui um século de extrema repressão quando falamos de mulheres]. Pior que isso? Carregava consigo uma doença extremamente devastadora a [insira aqui uma doença extremamente terrível]. Mas seu maior sonho era extremamente simples: Comer um pedaço de bolo de chocolate da padaria da Rua [insira aqui algum nome de rua], um pedaço extremamente suculento e extremamente delicioso. E todos os dias ela ia até a padaria [insira aqui um nome de padaria], com uma perna paralisada, o olho enfaixado e quase sem voz rastejava extremamente cansada até a vitrine da loja, e lá observava todos os bolos de marcas e formas possíveis. E sozinha a menina pensava consigo “Ah quem dera eu pudesse provar um pedaço extremamente pequeno do maravilhoso bolo de chocolate da padaria”, mas havia dinheiro? O pai era alcoólatra, a mãe fugira anos atrás, uma menina pobre, coitada, surrada, torta e feia como o demônio. Continuar lendo »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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Fura-bolo

( rucasouza )


Um tico-tico no meu fubá
Mulher mais louca de um Brasil
“Meteste do dedo na cobertura?
Ah, vai pra puta que te pariu!” Continuar lendo »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
Nonsense

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Ela veio pela janela do banheiro

( Thalita Coelho )


Uma mulher de cabelos louros quase brancos lavava a louça com entusiasmo assustador, assustador sim, afinal quem diabos limpa a casa com alegria de festa? Resposta: Maníacos por limpeza.

Exatamente isso era a Dona Mary, que há pouco chamávamos de “mulher de cabelos louros quase brancos”, totalmente, completamente, altamente maníaca por limpeza. Era mais prazeroso limpar uma mancha de molho de tomate de uma camisa branca, do que fazer sexo com o marido peludo e parrudo. A quarentona chegava a limpar  farelos de pão que estavam sobre a mesa enquanto os filhos ainda estavam comendo. Lavar a louça era a atividade mais excitante pra D. Mary, ou quem sabe, fosse limpar o banheiro: o cheiro de água sanitária, e o mantra de lavar os azulejos com uma escovinha fina e delicada, deixavam D. Mary arrepiada. (E a intenção não era rimar). Continuar lendo »

Arte
Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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Efêmero

( ferioxp )


___Efêmero tem gosto amargo.

As luzes piscantes de uma danceteria qualquer, encobriam o rosto moreno da menininha Darlene, aparentemente transformada em mulher  por toda aquela maquiagem. Ela não tinha uma mãezinha doente, nem a conta de algum vigarista para pagar. Ela era puta porquê gostava de gastar. Porquê gostava de sair. Porquê gostava de causar. Naquela noite, o cara que queria comêla vinha com um palavriado difícil e pseudo-cult pra cima dela. Ela adorava. Continuar lendo »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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inspirado em chocolates reais

( Leandro De Maman )


– Quero um chocolate, você tem aí?
– Chocolate? – Perguntou a mulher, de saia e lenço na cabeça, enquanto mechia no freezer cheio de carnes, presuntos, margarinas e queijos. – Que Chocolate? Continuar lendo »

Arte
Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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O menino com o dedo torto apontando para o chocolate

( Agente do Caos )


Cuidado com o que se deseja, já falava alguém. Eu queria ser agente de campo, esse negócio de perito de computadores enfunado numa sala estava me dando nos nervos. Resolvi arriscar-me mas a vida bate nos incautos.

Atravessei a rua sem delongas e aguardei na calçada até Jóia me alcançar. Entrei no restaurante e escolhi uma mesa aconchegante e discreta no canto. Um casal ligeiramente tímido, tomando um suquinho de manga num dia ensolarado e frio de inverno. Prosaico. Ilusório.

O restaurante era todo envidraçado, a claridade intensa penetrava e ofuscava. A imagem surreal de uma tarde brilhante, impregnava nossas mentes, enquanto o relógio tiquetaqueava e o mistério persistia. Jorge morreu sem passar adiante o material, mas deixou uma pista. Minto, ele disse algo, imaginávamos que era uma pista.

“O menino com o dedo torto apontando para o chocolate”

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Arte
Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
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Melodrama – Chamado às armas

( zelador )


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Meio aos trancos e barrancos, com alguns desencontros, vai sair o
melodrama!

Com o tempo a gente refina as formas de comunicação e muda o que achar
que deve, até lá vai se inventando edições do melodrama.

Então, da reunião de sábado a noite em BC com o Quarteto Sarcástico
brotaram alguns direcionamentos e idéias pro primeiro melodrama. Como
não dá pra gente ficar esperando até que a agenda de todo mundo
coincida para uma reunião presencial, vamos tocando o barco com o que
se decidiu por lá mesmo.

E decidiu-se:

Data de publicação:
13 julho, 18:00 h.

Layout/Design: se ninguém entregar um pronto para corte no dia 11, vai
o layout padrão.

Tema desafiador:
é o melodrama de renascimento, do retorno, dessas
paradas todas… mas porra, que saco usar um tema tão óbvio!
Resultado: o tema é a frase
“Uma criança com o dedo torto apontando para o chocolate”
A edição é sobre o tema, então produzam algo sobre isso.

Como publicar:
via login em www.melodrama.com.br/portal/, peçam login
pro zelador@melodrama.com.br. Se vocês criarem o texto e publicarem
diretamente, todo mundo que visitarl o portal vai porder ver, então,
programem a publicação pro dia e hora de lançamento da edição. Quem
não conseguir se virar sozinho, peça ajuda pro zelador ou coma uma
banana e tente de novo.

Novas propostas, idéias e sugestões de design, postem no portal.

Como muita gente ainda não está na lista e também muitos emails estão
desatualizados, por favor espalhem o quanto puderem pra outros
colaboradores, logo a lista do yahoo será desativada.

Abraços galera 😀

by qoelheXXX

Mancomunações
Recados

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Bem vindos!

( zelador )


É clichê eu sei, mas não tem frase que expresse melhor terem vocês por aqui!

O site ainda está na fase de implantação, o que pode implicar em algumas lacunas na tradução, mas já está liberado para uso pelos melodramáticos!

Teremos três ferramentas para interagir virtualmente: este blog, o fórum em anexo e a lista de emails. Use a que achar mais conveniente, não tem nenhuma preferência ainda, quem sabe nunca tenha!

Abraços, do seu zelador…

Recados

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