<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>melodrama</title>
	<atom:link href="http://www.melodrama.com.br/portal/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.melodrama.com.br/portal</link>
	<description>O melodrama é uma brincadeira de adultos. A gente escreve ficção. Arrisque-se.</description>
	<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 16:40:44 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Ficção Científica</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/ficcao-cientifica/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/ficcao-cientifica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 02:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agente do Caos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nonsense]]></category>

		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>

		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>

		<category><![CDATA[Perry Rhodan]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=43</guid>
		<description><![CDATA[Primeiro se fez o fantástico! Daí o fantástico botou os pés no chão e começou a usar a razão, e virou ficção científica. Tá bem explicado? Posé, não vou encher linguiça com uma discussão chata. Querem uma definição bonitinha? Pergunta pra GODGLE, eu vou falar do Asimov.
O Asimov (GODGLE Knows) num editorial desses da vida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro se fez o fantástico! Daí o fantástico botou os pés no chão e começou a usar a razão, e virou ficção científica. Tá bem explicado? Posé, não vou encher linguiça com uma discussão chata. Querem uma definição bonitinha? Pergunta pra GODGLE, eu vou falar do Asimov.<span id="more-43"></span></p>
<p>O Asimov (<a title="Isaac Asimov" href="http://www.google.com/search?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;q=isaac+asimov&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=" target="_blank">GODGLE Knows</a>) num editorial desses da vida, escreveu o que ele achava  ( achava, porque morreu o coitado ) que era a tal ficção científica. Ele achava que a ficção científica é quando você provoca com uma idéia nova, baseada na extrapolação de um conceito científico.</p>
<p>Tá até hoje grudado na mente, legal essa parada, &#8220;uma idéia nova&#8221;. Pow&#8230; massa! De cara tu pega 99% do que se alega como Sci Fi e mete na lata do lixo. Na época que eu li isso eu tava perto do sexagésimo terceiro livro da Série Perry Rhodan e me flagrei que eu estava relendo a mesma história, livro a livro, sem novas sacadas. Parei de ler, até porque meu irmão resolveu parar de comprar e eu não tinha grana pra continuar sozinho hehe.</p>
<p>Pow, tou falando mal do Perry, mas é a Série de Ficção Científica mais longeva de todos os tempos! Teve seus bons momentos, mas uma hora encheu o saco. É que nem ler Anne Rice, ou Sidney Sheldon, é diferente, mas é igual.</p>
<p>Mas voltando ao assunto, as coisas tem de ser baseadas em coisas racionais&#8230; então não basta a idéia ser nova, tem de ser, de certo modo, uma hipotese científica. E tem de ser estranha. Né? Olha, qual graça se for mais do mesmo? Já bastam as novelas da globo!</p>
<p>Bem, é isso ae: Ficção Científica. Façam alguém pensar diferente! Ou façam diferente? Sei lá&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/ficcao-cientifica/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Edições e Novidades</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/edicoes-e-novidades/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/edicoes-e-novidades/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 01:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agente do Caos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mancomunações]]></category>

		<category><![CDATA[Recados]]></category>

		<category><![CDATA[Edições]]></category>

		<category><![CDATA[novidades]]></category>

		<category><![CDATA[temas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=40</guid>
		<description><![CDATA[ Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe - (4) MensagensOlhei pro título desse post e me lembrei da Jane Austen, Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito&#8230;
Tá, deixa pra lá, corta a viagem  
Foi-se mais uma edição e lá vamos pra próxima. Seguindo a linha, temos um tema gerador beeeeem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span class="sfforumlink"><a href="http://www.melodrama.com.br/portal/forum/edicoes/edicoes-e-novidades/page-1"><img src="http://www.melodrama.com.br/portal/wp-content/plugins/simple-forum/styles/icons/default/bloglink.png" alt="" /> Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe</a> - (4) Mensagens</span><p style="text-align: justify;">Olhei pro título desse post e me lembrei da Jane Austen, Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Tá, deixa pra lá, corta a viagem <img src='http://www.melodrama.com.br/portal/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Foi-se mais uma edição e lá vamos pra próxima. Seguindo a linha, temos um tema gerador beeeeem diferente do anterior&#8230; o Trio Floripa escolheu <strong>&#8220;Ficção científica Brasileira&#8221;</strong>. O desafio nesse caso é escrever uma ficção científica que se passe no Brasil, ou com brasileiros, ou tenha algo que a defina como brasileira. Vou mandar já na sequência um post sobre ficção científica.</p>
<p style="text-align: justify;">Também aproveitei pra fazer duas coisas:<span id="more-40"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>atualizar o software do portal, ficou mais rápido e mais seguro,e</li>
<li>adicionar um plugin de estatísticas!</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O plugin começou a partir de hoje a coletar as estatísticas e estará disponível para consulta apenas para os autores, ou seja, pra ver as estatísticas, loge-se e acesse o menu StatPress.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, por falar em logar-se, por favor, fucem mais um cadinho no portal, principalmente pra poderem daqui a pouco se tornarem editores e a gente implementar uma idéia que estava eu debatendo com a Mirela: os desafios poderão ser lançados por qualquer autor, se ele conseguir que, sei lá, cinco pessoas topem, rola a edição daquele desafio.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra parada pra pensar a respeito é sobre usar-mos mais o site, visto que está bem evidente que ao vivo e a cores tá difícil, dae que debater online facilita bastante pra que todos participem, e vai acabar ajudando a fazer os encontros ao vivo também.</p>
<p style="text-align: justify;">E mais uma coisinha, se tem um texto que quer publicar, não pense duas vezes, poste, mesmo que seja um post atrasado de um tema passado, manda ae.</p>
<p style="text-align: justify;">Entonces, é isso ae, vamos debater no fórum pra decidir a data da próxima edição, jáque isso foi esquecido de ser decidido na fatídica reunião sobre o tema! hehe, tem o link, clica ae e solta o verbo :D.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/06/edicoes-e-novidades/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>sem título</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sem-titulo/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sem-titulo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro De Maman</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Poetadas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=34</guid>
		<description><![CDATA[ser
veja
a si
tosco
oco
como
copo
poco
da
verdade
sicabe
ou
sisabe
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ser<br />
veja<br />
a si<br />
tosco<br />
oco<br />
como<br />
copo<br />
poco<br />
da<br />
verdade<br />
sicabe<br />
ou<br />
sisabe</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sem-titulo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Excertos de uma Taverna Moderna - Repentes à beira-mar</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/excertos-de-uma-taverna-moderna-repentes-a-beira-mar/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/excertos-de-uma-taverna-moderna-repentes-a-beira-mar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agente do Caos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Nonsense]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=39</guid>
		<description><![CDATA[(Coro)
À Beira mar, À Beira mar
Eu vim aqui pra beber,
Mas eu quero é namorar!
(Homem)
O meu copo esvaziou
nem notei a esvaziada
Mas já tou é muito bem
Até te acho aprumada
(Mulher)
Não se precisa de cerveja
Pra gostar da minha lata
Vê se te flagra meu negu
Tás na frente de uma gata!
(Coro)
À Beira mar, À Beira mar
Eu vim aqui pra beber,
Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Coro)</p>
<p>À Beira mar, À Beira mar</p>
<p>Eu vim aqui pra beber,</p>
<p>Mas eu quero é namorar!<span id="more-39"></span></p>
<p>(Homem)</p>
<p>O meu copo esvaziou</p>
<p>nem notei a esvaziada</p>
<p>Mas já tou é muito bem</p>
<p>Até te acho aprumada</p>
<p>(Mulher)</p>
<p>Não se precisa de cerveja</p>
<p>Pra gostar da minha lata</p>
<p>Vê se te flagra meu negu</p>
<p>Tás na frente de uma gata!</p>
<p>(Coro)</p>
<p>À Beira mar, À Beira mar</p>
<p>Eu vim aqui pra beber,</p>
<p>Mas eu quero é namorar!</p>
<p>(Homem)</p>
<p>O minha querida relaxe</p>
<p>Relaxando vais é gozar</p>
<p>Deixa logo desse papo</p>
<p>A vamo a vida aproveitar!</p>
<p>(Mulher)</p>
<p>Não se preocupe meu negu</p>
<p>Já bebi mai que o suficiente</p>
<p>É tanto álcool na idéia</p>
<p>que quem sabe eu te aguente!</p>
<p>(Coro 2x)</p>
<p>À Beira mar, À Beira mar</p>
<p>Eu vim aqui pra beber,</p>
<p>Mas eu quero é namorar!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/excertos-de-uma-taverna-moderna-repentes-a-beira-mar/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Infernalmente gelada</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/infernalmente-gelada/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/infernalmente-gelada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alcyr Spíndola</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Prosada]]></category>

		<category><![CDATA[Anjo]]></category>

		<category><![CDATA[cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Demônio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=35</guid>
		<description><![CDATA[Záu estava irrequieto. Bom, demônios estão sempre irrequietos, mas a falta de atividade o deixava mais irrequieto. Ele era um demônio menor, nunca tendo sido “famoso”, teve sua fase áurea alguns séculos atrás, quando o aumento da população humana aqueceu o mercado de trabalho dos demônios. Depois, os humanos se tornaram mais independentes e demonstraram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="0cm;" align="justify">Záu estava irrequieto. Bom, demônios estão sempre irrequietos, mas a falta de atividade o deixava mais irrequieto. Ele era um demônio menor, nunca tendo sido “famoso”, teve sua fase áurea alguns séculos atrás, quando o aumento da população humana aqueceu o mercado de trabalho dos demônios. Depois, os humanos se tornaram mais independentes e demonstraram sua grande capacidade de fazer o mal por conta própria, dispensando da ajuda dos demônios. O mundo ficou quase tão chato quanto aquela época entre a criação do universo e o surgimento da humanidade: milhões de anos e nada pra fazer. E cá estava ele, parado de novo. Entediado, ele resolve deixar o inferno e vir checar o que o seu padre pedófilo favorito estaria aprontando. Seria apenas uma missão de observação, já que o padre em questão não precisava de nenhum incentivo ao pecado, mas serviria para passar o tempo até que surgisse uma nova inspiração para agir, pois Záu, como bom demônio que era, preferia um papel mais ativo em seus negócios. Assim como o padre. Mas no caminho até o padre, Záu topa com uma distração.<span id="more-35"></span></p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Duda sentia a curiosidade cada vez mais forte. Não a ponto de forçá-lo a fazer algo muito errado, mas forte o suficiente para fazer algo que, mesmo que para ele não parece errado, pareceria para os outros, principalmente para seus pais. Ficando sozinho em casa todas as tardes, não faltavam oportunidades para a ação, e o objeto de sua curiosidade estava a poucos passos de distância, na cozinha da sua casa: A geladeira, branca, limpa e, o mais importante, com várias garrafas de cerveja em seu interior. Seus pais bebiam ocasionalmente, ninguém sentiria a falta de uma. Com a casa vazia, nenhum vizinho bisbilhoteiro em volta, ele tinha certeza que sua ação não iria atrair a atenção de ninguém. Era só se decidir e fazer.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">O anjo sentia que havia algo errado mas não conseguia identificar o que era. Não era só aquela sensação de que uma alma pura (bem, não realmente pura, mas&#8230;) estava pensando em fazer algo errado, pois isto era algo bastante normal. Quer dizer, almas quase puras não eram exatamente comuns, mas as que existiam estavam sempre prestes a fazer algo errado e se tornarem ainda menos puras. Era algo mais&#8230; Ah, sim, ali estava o problema. Por algum motivo esta alma em questão havia atraído a atenção de um demônio qualquer. Bom, isto também não chegava a ser empolgante, disputar a consciência de um pré-adolescente com um demônio do, digamos, baixo-clero, não era nada demais, nada que justificasse o seu salário, mas pelo menos o distrairia dessa sua nova obsessão com o seu nome, que estava começando a irritá-lo seriamente.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">E Duda continuava em dúvida. E se depois de beber ele não conseguisse se controlar e botasse fogo na casa? E se ele vomitasse na cozinha? E se ele gostasse tanto que não conseguisse mais parar de beber? E como ele se justificaria caso fosse pego? A última das dúvidas era a única com que ele realmente se preocupava. As outras podiam ser graves mas eram muito improváveis. Como ele vinha descobrindo, a maior parte das coisas que os adultos o proibiam de fazer eram bastante inofensivas. No seu processo normal de amadurecimento ele vinha quebrando várias regras ultimamente: primeiro assistiu um DVD de sexo explícito, depois pegou um ônibus sozinho até o outro lado da ilha e, finalmente, beijou a Aninha na boca. Todas estas coisas o haviam excitado, feito a adrenalina rugir no seu sangue. E ele não teve problema com nenhuma delas. As advertências adultas sobre a bebida eram, com certeza, exageradas como sempre. Por outro lado, talvez ele não devesse experimentar, afinal, a cerveja parecia ser mais uma daquelas coisas que só adultos gostavam, tipo alho, cebola e estrogonofe. E, além do mais, seus pais eram legais, ele não gostaria de entristecê-los, que é o que ocorreria se eles descobrissem sua “aventura”. Mas só se descobrissem.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Záu percebeu que era hora de intervir. O garoto estava com dúvidas. Convencê-lo a beber um copo de cerveja não seria o ponto alto do seu currículo, mas também não era nada do que se envergonhar. E, além disto, demônios nunca se envergonhavam.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Duda pega a garrafa e fecha a geladeira. Mas ainda não era o momento. Daqui a 5 minutos, talvez. Mais cedo ou mais tarde ele tomaria a decisão, mas enquanto isto ia ler alguma coisa, ver TV,  jogar um game. Tudo ao mesmo tempo. Liga a TV, pega o celular e abre a revista ao acaso.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Záu vibra. Um pequeno truque e a revista abre justamente numa das páginas de propaganda de cerveja: uma linda popozuda, seus atributos ainda não totalmente apreciados pelo garoto mas perfeitamente apreciados pelo demônio, olha com admiração o fortão que lhe oferece uma cerveja. Com inveja, Záu pensa no demônio encarregado de “inspirar” publicitários – isto é que era trabalho – e se prepara para comemorar. Mais um segundo de admiração da popozuda e o garoto ia correr pra garrafa. Nisso o telefone toca e o garoto larga a revista. “Diabos”, pensa Záu. E então ele percebe. Havia algo errado, não era para o telefone ter tocado. Alguém, além dele, estava interferindo. Sim, ele quase podia sentir a preseça&#8230; ali estava, um anjo! Talvez até ele o conhecesse&#8230; Sim é ele, aquele anjo sem graça. Qual era mesmo o nome dele? Abel? Joel? Miguel? Não.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">O golpe do telefone havia funcionado. Simples e eficaz, foi o suficiente para fazer Duda largar a propaganda sub-liminar demoníaca. E ele havia gostado do garoto, o tal do Duda. Aliás, Duda era um bom nome. “Pare!” Pensou o anjo, pois viu que estava começando a divagar, mais uma vez, com a história do nome. Seu nome nunca havia chegado a incomodá-lo antes. Não era um nome tão bom quanto o de seus irmãos -  Miguel, Gabriel e Rafael – e nem era ele um anjo tão formidável quanto eles. Mas nas últimas décadas uma  enxurrada de piadas havia mudado isto. Um anjo deveria estar imune a isto, mas ele não estava. Se pudesse, trocaria de nome. Não precisaria nem ter a tradicional terminação em “el” dos grandes anjos. Podia ser qualquer um, menos o seu nome, menos&#8230;</p>
<p>- &#8230; 	Manuel! Grita o demônio.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Deus, ele REALMENTE odiava o seu nome. Principalmente quando urrado por demônios.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">
<p class="western" style="0cm;" align="justify">O garoto vira a cabeça em sua direção, parecendo ter um sorriso no rosto, como se tivesse ouvido algo engraçado. Será que o garoto ouviu o nome? &#8230; Não, óbvio que não, ele não poderia ter ouvido.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Záu! 	Você não deveria interferir com este garoto – Manuel 	sempre achou muito intimo tratar demônios pelo nome, mas não 	via saída. “Sr. Záu” seria ridículo. 	“Demônio Záu” ficava muito imponente, não 	combinava com aquele demônio, que ele conhecia de outras batalhas. Teria que ser Záu mesmo.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Humm. 	Problema meu. E ele tá no papo. Não vai ser com um 	truquezinho de ligação telefônica que você 	vai salvá-lo.</p>
<p>- Número 	errado. Aqui é Duda. Não, não mora nenhum 	Joaquim aqui.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Záu teria piscado quando Duda falou “Joaquim”? Manoel decide ignorar.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Uma propaganda de cerveja começa a passar na televisão. Obra de Záu, claro, já que à tarde não passam estes comerciais. De novo uma boazuda, e de novo Záu admira a eficiência dos seus colegas publicitários.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">No contra-ataque, Manuel consegue exibir uma propaganda do dias dos pais. Os publicitários são muito melhores quando estão do lado do mal, pensa alto Manuel, ao ver a propaganda melosa.</p>
<p>- Eles 	sempre estão do lado do mau - responde Záu, 	continuando a sua conversa telepática.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Duda fica parado em pé, entre o telefone e a TV com as propagandas de cerveja.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Já 	que estou de pé, vou abrir a cerveja de uma vez – pensa 	Duda.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Já 	que você está de pé podia abrir a cerveja de uma 	vez – Diz Záu, no ouvido do garoto.</p>
<p>- Sem 	essa! – diz Manuel. – Ele já havia pensado isto sozinho! 	Você tá muito lento, Záu, não consegue 	nem influenciar um menino.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Duda pega a garrafa e vai em direção ao copo, antes que Záu ou Manuel façam qualquer coisa.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Ganhei! 	– Grita o demônio meio sem convicção, pois o 	garoto realmente estava agindo por conta própria. O resultado 	final podia ser o mesmo, mas Záu teria muito menos prazer 	sabendo que não era ele o causador do “pecado”.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Eu 	experimento mas depois eu conto pra Mãe – Pensa Duda.</p>
<p>- Ao 	menos você devia contar pros seus pais – Sussurra Manuel.</p>
<p>- Ah-ha!!. 	Quem é que está lento, hein Manuel ?!?! O garoto 	também pensou isto antes de você sugerir.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">E enquanto os dois discutem Duda se resolve. Põe a cerveja no copo. Ela está linda, com aquela cor amarela, aquele monte de bolhas e o colarinho cremoso. Ele bebe meio copo rapidamente. A cerveja era decepcionante: Amarga e com gosto de algo estragado. As dúvidas sumiram, todas as decisões dele estão claras. Não, não vai contar aos pais. Não é tão importante assim, daria muito trabalho explicar, eles não entenderiam e isto não ajudaria em nada. Não, não se fica bêbado com meio copo de cerveja. Nem tonto! Decepção total. Quebrar as regras é divertido mas, com exceção da pornografia, até agora ele não encontrou nada no mundo adulto que valesse a pena repetir.</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">Duda pega a bola e sai de casa em busca dos amigos. O anjo e o diabo se encaram, frustrados. Mais duas profissões em vias de extinção. Então Záu diz:</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Bom, 	ele deixou a garrafa quase inteira&#8230; Que tal um golinho?</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Prefiro 	chope – diz Manuel, enquanto pega um copo – “Mas já que 	só tem cerveja&#8230;”</p>
<p class="western" style="0cm;" align="justify">- Humm. 	Divinamente gelada! – Diz Záu.</p>
<p>- Infernalmente 	gelada!! – Responde Manuel.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/infernalmente-gelada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Reticências</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/reticencias/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/reticencias/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ferioxp</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Prosada]]></category>

		<category><![CDATA[caneta]]></category>

		<category><![CDATA[chuva]]></category>

		<category><![CDATA[lama]]></category>

		<category><![CDATA[meta-linguagem]]></category>

		<category><![CDATA[raiva]]></category>

		<category><![CDATA[reticências]]></category>

		<category><![CDATA[vermelho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=32</guid>
		<description><![CDATA[Enquanto a garrafa de cerveja precipitava-se em câmera lenta mesa afora, o copo já alcançava o chão, espatifando-se em minúsculos caquinhos. A franja castanha redemoinhava no ar, fios soltos, encobrindo parcialmente os olhos assustados.
May observa algo, séria,tocando de leve o vidro gelado da janelinha do quarto, a lágrima caindo dos olhos verdes. São belos esses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto a garrafa de cerveja precipitava-se em câmera lenta mesa afora, o copo já alcançava o chão, espatifando-se em minúsculos caquinhos. A franja castanha redemoinhava no ar, fios soltos, encobrindo parcialmente os olhos assustados.</p>
<p>May observa algo, séria,tocando de leve o vidro gelado da janelinha do quarto, a lágrima caindo dos olhos verdes. São belos esses verdes refletidos, porque choram.<span id="more-32"></span></p>
<p>Rui cai vagarosamente sobre o chão elameado da rua, a lama escura, os cabelos encharcados,escurecendo, grudando. Move as pernas em desespero, na tentativa de levantar-se rapidamente.</p>
<p>May larga devagar o objeto brilhante que cai, escorregando pelas almofadas vermelhinhas, indo rolar num outro extremo da sala, tilintando uma musiquinha distante.</p>
<p>Rui fita o céu a despejar grossos respingos, gotas salgadas de chuva. O outro, o que empurrou-lhe bar afora, aproxima-se, garrafa em punho, e pula sobre o garoto, distribuindo-lhe golpes com a garrafa na cara. Ele Reluta. Erguer-se  num safanão, apoiando-se numa mureta. No ardume da escuridão, o rubro queima-lhe o rosto, escorrendo.</p>
<p>May vira-se, a luz da janela atingindo-a na face semi-iluminada, a luz filtrada em gotículas de chuva que escorrem insistentes pela janela. Ela aperta o dedo girando-o em traços invisíveis sobre o vidro. Vê rostos pálidos refletidos na luz macia da varanda, acompanha-os com o dedo a acariciar-lhes. Sente o sangue ferver-lhe a revolta, impulsionando nas veias o ódio seguido de mais choro de quem se arrepende. No ardume da escuridão, o rubro queima-lhe o rosto, subindo-lhe à cabeça.</p>
<p>Entre o bar e a janela, um garoto sorri. Sorri recebendo os mesmos respingos, estes reais, sobre seu corpo encolhido, sentado ao parapeito de uma outra janela, copo de cerveja vazio sobre a outra mão. Observa as luzes que piscam de um lado para o outro, atravessando a cidade na madrugada.<br />
A mente antes febril que remoia reviravoltas para a menina e para o rapaz, esfria-se como  brasa incandescente lançada sobre a água fria que escorria pelas calhas. Sonolento, decide guardar suas idéias para mais tarde, deixando entre outras folhas amassadas da prancheta velha, algumas cenas estáticas, como a tela pausada do outro filme lá de dentro, com o senhor bonachão apontando a arma para a moça sedutora. Larga a caneta pelo chão e bocejando, arrasta-se até a cama, quase tropeçando numa garrafa vazia.<br />
A empregada desfaz-se das folhas naquela mesma manhã.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/reticencias/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Joana, o cabo de vassoura e o avental de margaridas</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/joana-o-cabo-de-vassoura-e-o-avental-de-margaridas/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/joana-o-cabo-de-vassoura-e-o-avental-de-margaridas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sarah Zewe Uriarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Prosada]]></category>

		<category><![CDATA[bar]]></category>

		<category><![CDATA[briga]]></category>

		<category><![CDATA[cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[crianças]]></category>

		<category><![CDATA[mulher]]></category>

		<category><![CDATA[rotina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=38</guid>
		<description><![CDATA[E ela me olhava, me chamava, me gritava. Do outro lado da rua, minha mulher fazia o mesmo. Estava entre elas: a mulher e a cerveja. E por mais que aquela cena me soasse um tanto patética: um homem perto de seus 40 anos, não de todo feio, mas com uma barriga considerável e meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span>E ela me olhava, me chamava, me gritava. Do outro lado da rua, minha mulher fazia o mesmo. Estava entre elas: a mulher e a cerveja. E por mais que aquela cena me soasse um tanto patética: um homem perto de seus 40 anos, não de todo feio, mas com uma barriga considerável e meio careca, sentado na mesa de um bar, fitando um copo de cerveja e desejando que ele fosse seu, assim como as garotas no balcão; e sua mulher do lado oposto, com seu avental de margaridas e o habitual pano de louça pendurado no ombro, chamando seu nome. Talvez, fosse exatamente por isso que gostava tanto da cerveja: não usava avental de margaridas, nem pendurava panos de louça como acessório. </span><span id="more-38"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span>E dia após dia, a cena se repetia. No mesmo bar, na mesma rua e com a mesma mulher. Tudo comum demais, rotina demais, cotidiano demais. Mas algo mudava cada vez que eu me sentava na cadeira dura e fria do bar fedorento: as mulheres no balcão me pareciam cada vez melhores, e a cerveja também. Não sabia até quando poderia continuar suportando o martírio de voltar pra casa, e ouvir sempre a mesma ladainha, as crianças chorando, o cachorro latindo e a reclamação da mulher de que falta dinheiro pro leite e eu, em vez de trabalhar, só sei admirar cerveja. Não mulher, aí que tu te enganas: também sei admirar mulher, quando não é a minha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span>Depois de muito choro e briga, acatei a decisão da Joana, a conhecida mulher do avental de margaridas: comecei a trabalhar. Nada que me desse muito prazer ou dinheiro, já que cuidar da porta da escola pros pirralhos não fugirem não fazia minha cabeça. Mas tudo bem, talvez sobrasse dinheiro pra cerveja no fim do mês, não é? Não. A maldita da Joana tinha sempre que arrumar mais despesa, mais leite, mais pão, mais produtos de limpeza que deixavam minha casa, que já não era meu lugar favorito, com cheiro de mato e limão. Não conseguiria mais agüentar. Definitivamente, ela ia ser minha. A cerveja, não a mulher. Infelizmente, pra segunda ainda não tinha coragem. Pensava nas crianças.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span>Saindo do trabalho em mais um dia chato e sem graça, segui minha rotina: parar no bar antes de ir pra casa, com a desculpa de que era dia de jogo e eu não podia perder, já que a TV de casa como sempre tem problema (entenda “novela” como problema). Mas aquele dia ia ser diferente, e eu sabia disso. E exatamente por este motivo, resolvi não perder tempo: chamei o garçom baixinho e gordo, e pedi que me trouxesse a tão sonhada cerveja. A partir daí, perdi o controle.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span>De lá pra cá, tive tempo suficiente pra chegar à conclusão de que alguém que já foi alcoólatra pode passar anos sem beber, mas basta um copo de cerveja. E quem me disse isso foi Joana, pouco antes de me botar pra fora de casa junto com minhas velhas tralhas, o que aconteceu logo depois que eu, sem controle, a enchi de bofetadas na frente das crianças. Sem rumo ou direção, olhei pro bar que fez a desgraça da minha vida. O garçom, aquele, baixinho e gordo, fechou a porta na minha cara e me disse pra voltar no dia seguinte. Definitivamente, não sabia pra onde ir com tudo que eu tinha: algumas roupas velhas, a camisa do meu time, meu pandeiro, alguns retratos de velhos amigos e o pescoço doendo da paulada que levei da Joana, que fica perigosa com um cabo de vassoura.</span></p>
<p><span style="AR-SA;">Ela me mostrou que pode acabar com uma vida. Não que eu tivesse sido muito feliz, mas tinha uma casa e uma cara pra olhar pras crianças. E quem me mostrou isso foi ela, e olha que não estou falando da mulher do avental de margaridas.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/joana-o-cabo-de-vassoura-e-o-avental-de-margaridas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Sonata da Cerveja (para pianos desafinados)</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sonata-da-cerveja-para-pianos-desafinados/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sonata-da-cerveja-para-pianos-desafinados/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 21:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thalita Coelho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Copo Cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[Prosada]]></category>

		<category><![CDATA[cerveja]]></category>

		<category><![CDATA[pianos]]></category>

		<category><![CDATA[sonata]]></category>

		<category><![CDATA[thalita coelho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=33</guid>
		<description><![CDATA[Mariana andava nas ruas pedindo dinheiro pra cerveja. Era descabelada, tinha no mínimo a mesma quantidade de espécies de piolho que Bob Marley em seus últimos dias e andava com um tênis que havia ganhado de uma velhinha da igreja, que vivia fazendo rifas e arrecadações para &#8220;jovens carentes&#8221;.Mariana não era carente. Ela não pedia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mariana andava nas ruas pedindo dinheiro pra cerveja. Era descabelada, tinha no mínimo a mesma quantidade de espécies de piolho que Bob Marley em seus últimos dias e andava com um tênis que havia ganhado de uma velhinha da igreja, que vivia fazendo rifas e arrecadações para &#8220;jovens carentes&#8221;.Mariana não era carente. Ela não pedia porque era pobre, nem porque sentia fome. Mariana queria cerveja, e foi cerveja a vida toda que ela pediu.<span id="more-33"></span></p>
<p>Ela andava sempre com um daqueles copos de plástico de criança, que ao ser movido, tilintava estrelas coloridas. Achou-o num lixo de um desses ricos, que havia jogado o copo fora por conta de uma rachadura que nem ao menos fazia o líquido escorrer, e mesmo assim o copo foi jogado numa lixeira fedida.</p>
<p>Mariana também foi abandonada numa lixeira fedida. Achada por um casal de mendigos, criou-se na rua e não se lembrava de nada que não fosse o sabor amargo e delicioso da cerveja, essa,  que ela experimentou com 14 anos e dali não parou mais de experimentar. Ela conhecia vários tipos de suco de cevada pois sempre que ganhava moedas, por pedir, ou mesmo por cuidar de carros, ela direcionava pra cerveja de cada dia, e comida bastava a que achava na lata de lixo. Os mendigos que criaram a menina desgrenhada, já haviam partido dessa (pra pior), e a menina apesar de ser arisca e solitária, sentia falta dos abraços suados da mãe e do sorriso banguela do pai.</p>
<p>Mariana um dia acordou-se, e notou que não dormia mais no banco de praça que era seu lar. Estava numa sala branca, limpa, com uma cama macia e simples. Quando saiu do quarto, notou a presença de outros jovens, todos vestidos de branco e amoados em cantos. Ouvia-se de longe uma voz cantando algo que Mariana achou ter ouvido num desses carros cheios de <em>tunning</em>.</p>
<p>Ela andou até a enfermeira que estava na sala, e disse a ela a única coisa que sabia dizer com firmeza:</p>
<p>_Cerveja.</p>
<p>A enfermeira levantou os olhos da <em>Revista Caras.</em></p>
<p>_Vá ver TV, querida.</p>
<p>Mariana repetiu. Repetiu, repetiu, repetiu. E ficou assim até que a enfermeira chamasse homens grandes e com dedos grossos, que carregaram Mariana em direção a uma sala, no caminho ela tentou soltar-se, foi derrubando cadeiras, mordendo tudo que encontrava por perto e gritando pela única coisa que a curaria. Por fim os homens amarraram-na numa maca com cintas presas ao seu corpo, e lhe deram choques suficientes pra deixá-la besta.</p>
<p>Mariana não acordou por um bom tempo, num canto do quarto acolchoado estava o copo com estrelas coloridas, e nas roupas, algo que se assemelhava delicadamente com o odor da cerveja: mijo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/08/03/sonata-da-cerveja-para-pianos-desafinados/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Temas</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/temas/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/temas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 17:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zelador</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mancomunações]]></category>

		<category><![CDATA[Recados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=31</guid>
		<description><![CDATA[ Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe - (1) MensagensOlá caros melodramáticos,
Pra ajudar na tempestade de idéias para os pŕoximos temas, vamos trazer uma parte da discussão pra Internet, usando o portal e o fórum pra isso :D.
Mas a decisão do tema, e se vai ter tema ou não, continua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span class="sfforumlink"><a href="http://www.melodrama.com.br/portal/forum/temas/temas/page-1"><img src="http://www.melodrama.com.br/portal/wp-content/plugins/simple-forum/styles/icons/default/bloglink.png" alt="" /> Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe</a> - (1) Mensagens</span><p>Olá caros melodramáticos,</p>
<p>Pra ajudar na tempestade de idéias para os pŕoximos temas, vamos trazer uma parte da discussão pra Internet, usando o portal e o fórum pra isso :D.</p>
<p>Mas a decisão do tema, e se vai ter tema ou não, continua sendo dos presentes nas reuniões presenciais.</p>
<p>Por falar em não ter tema, tem muita produção que não tem nada a ver com tema nenhum, então de vez em quando faremos uma edição não temática, pra reunir essa produção e soltar essas idéias no mundo. Falo de vez em quando, pois diferente da versão baseada num desafio, as edições sem tema serão a consequência de material previamente submetido para publicação, mas sem tema.</p>
<p>Assim, basta que o autor entre no portal do melodrama, escreva um rascunho e o coloque na categoria Avulsos. Quando atingir um número razoável de posts( sei lá, 5?)  nessa categoria coloca-se a opção na mesa pra discussão.</p>
<p>Esse post está linkado no fórum, por favor, usem esse tópico no fórum para colocarem propostas de temas para próximas edições ou quaisquer assuntos relacionados. Lembrem-se, vocês podem criar um novo tópico no fórum, sempre que quiserem, seja indo diretamente lá, ou fazendo um post aqui no portal e selecionando lá embaixo a opção de criar um link para o fórum.</p>
<p>Ah, em tempo, nessa última reunião, decidiu-se pelo tema <strong>&#8220;Copo Cerveja&#8221;</strong> para a próxima edição, asim, sem preposições nem vírgulas, pra que os autores acrescentem a licença poética.</p>
<p>Seria iinteressante que a proxima reunião fosse em Floripa e que a galera daqui batesse o martelo sobre o tema, pra dar uma variada :D. Ou seja, conclamo a todos os colaboradores da Ilha para uma cerveja nessa terça à noite no Armazém do Córrego, aonde rola uma sopinha da hora num lugar simples com cerveja barata <img src='http://www.melodrama.com.br/portal/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ah, mais em tempo ainda, esqueceu-se da data de lançamento da próxima edição, vou tomar como sendo dia 03/08/2008 e no caso de discordâncias, por favor se manifestem :D.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/temas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Melodrama - Criança com o dedo torto apontando para o chocolate</title>
		<link>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/melodrama-crianca-com-o-dedo-torto-apontando-para-o-chocolate/</link>
		<comments>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/melodrama-crianca-com-o-dedo-torto-apontando-para-o-chocolate/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 05:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zelador</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criança com o dedo torto apontando para o chocolate]]></category>

		<category><![CDATA[Edições]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.melodrama.com.br/portal/?p=29</guid>
		<description><![CDATA[ Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe - (5) MensagensO Melodrama é um grupo de pessoas que às vezes se reúne e faz algo no campo da ficção e, geralmente, na forma escrita. Fazia um bom tempo que isso não acontecia, mas agora a gente se agitou e pariu algo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span class="sfforumlink"><a href="http://www.melodrama.com.br/portal/forum/edicoes/melodrama-crianca-com-o-dedo-torto-apontando-para-o-chocolate/page-1"><img src="http://www.melodrama.com.br/portal/wp-content/plugins/simple-forum/styles/icons/default/bloglink.png" alt="" /> Uma discussão foi aberta sobre esse tópico,  clique e participe</a> - (5) Mensagens</span><p>O Melodrama é um grupo de pessoas que às vezes se reúne e faz algo no campo da ficção e, geralmente, na forma escrita. Fazia um bom tempo que isso não acontecia, mas agora a gente se agitou e pariu algo. Talvez não na melhor forma, nem do melhor jeito, mas foi divertido para os envolvidos e espero eu que seja divertido para os leitores,</p>
<p>O desejo é que seja uma brincadeira de gente grande, que curte escrever e que não tem medo de se expor. Novas edições virão, temas diferentes, jeitos diferentes de se fazer o melodrama serão inventados e a gente vai mudar, desde que continue se divertindo no processo!</p>
<p>Pois então, nessa edição tivemos um tema gerador,<strong> &#8220;Uma criança com o dedo torto apontando para o chocolate&#8221;</strong>, e o resultado está ái embaixo! Sinta-se à vontade para comentar no fórum em anexo sobre suas impressões e deleite-se das obras de nossos autores!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.melodrama.com.br/portal/2008/07/14/melodrama-crianca-com-o-dedo-torto-apontando-para-o-chocolate/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
