Edições

sem título

( Leandro De Maman )


ser
veja
a si
tosco
oco
como
copo
poco
da
verdade
sicabe
ou
sisabe

Copo Cerveja
Poetadas

Comentários (0)

Permalink

Excertos de uma Taverna Moderna – Repentes à beira-mar

( Agente do Caos )


(Coro)

À Beira mar, À Beira mar

Eu vim aqui pra beber,

Mas eu quero é namorar!
mais… »

Copo Cerveja
Nonsense

Comentários (1)

Permalink

Infernalmente gelada

( Alcyr Spíndola )


Záu estava irrequieto. Bom, demônios estão sempre irrequietos, mas a falta de atividade o deixava mais irrequieto. Ele era um demônio menor, nunca tendo sido “famoso”, teve sua fase áurea alguns séculos atrás, quando o aumento da população humana aqueceu o mercado de trabalho dos demônios. Depois, os humanos se tornaram mais independentes e demonstraram sua grande capacidade de fazer o mal por conta própria, dispensando da ajuda dos demônios. O mundo ficou quase tão chato quanto aquela época entre a criação do universo e o surgimento da humanidade: milhões de anos e nada pra fazer. E cá estava ele, parado de novo. Entediado, ele resolve deixar o inferno e vir checar o que o seu padre pedófilo favorito estaria aprontando. Seria apenas uma missão de observação, já que o padre em questão não precisava de nenhum incentivo ao pecado, mas serviria para passar o tempo até que surgisse uma nova inspiração para agir, pois Záu, como bom demônio que era, preferia um papel mais ativo em seus negócios. Assim como o padre. Mas no caminho até o padre, Záu topa com uma distração.
mais… »

Arte
Copo Cerveja
Prosada

Comentários (0)

Permalink

Reticências

( ferioxp )


Enquanto a garrafa de cerveja precipitava-se em câmera lenta mesa afora, o copo já alcançava o chão, espatifando-se em minúsculos caquinhos. A franja castanha redemoinhava no ar, fios soltos, encobrindo parcialmente os olhos assustados.

May observa algo, séria,tocando de leve o vidro gelado da janelinha do quarto, a lágrima caindo dos olhos verdes. São belos esses verdes refletidos, porque choram.
mais… »

Arte
Copo Cerveja
Prosada

Comentários (0)

Permalink

Sonata da Cerveja (para pianos desafinados)

( Thalita Coelho )


Mariana andava nas ruas pedindo dinheiro pra cerveja. Era descabelada, tinha no mínimo a mesma quantidade de espécies de piolho que Bob Marley em seus últimos dias e andava com um tênis que havia ganhado de uma velhinha da igreja, que vivia fazendo rifas e arrecadações para “jovens carentes”.Mariana não era carente. Ela não pedia porque era pobre, nem porque sentia fome. Mariana queria cerveja, e foi cerveja a vida toda que ela pediu.
mais… »

Arte
Copo Cerveja
Prosada

Comentários (1)

Permalink

Joana, o cabo de vassoura e o avental de margaridas

( Sarah Zewe Uriarte )


E ela me olhava, me chamava, me gritava. Do outro lado da rua, minha mulher fazia o mesmo. Estava entre elas: a mulher e a cerveja. E por mais que aquela cena me soasse um tanto patética: um homem perto de seus 40 anos, não de todo feio, mas com uma barriga considerável e meio careca, sentado na mesa de um bar, fitando um copo de cerveja e desejando que ele fosse seu, assim como as garotas no balcão; e sua mulher do lado oposto, com seu avental de margaridas e o habitual pano de louça pendurado no ombro, chamando seu nome. Talvez, fosse exatamente por isso que gostava tanto da cerveja: não usava avental de margaridas, nem pendurava panos de louça como acessório.
mais… »

Arte
Copo Cerveja
Prosada

Comentários (0)

Permalink

Melodrama – Criança com o dedo torto apontando para o chocolate

( zelador )


Uma discussão foi aberta sobre esse tópico, clique e participe - (5) Mensagens

O Melodrama é um grupo de pessoas que às vezes se reúne e faz algo no campo da ficção e, geralmente, na forma escrita. Fazia um bom tempo que isso não acontecia, mas agora a gente se agitou e pariu algo. Talvez não na melhor forma, nem do melhor jeito, mas foi divertido para os envolvidos e espero eu que seja divertido para os leitores,

O desejo é que seja uma brincadeira de gente grande, que curte escrever e que não tem medo de se expor. Novas edições virão, temas diferentes, jeitos diferentes de se fazer o melodrama serão inventados e a gente vai mudar, desde que continue se divertindo no processo!

Pois então, nessa edição tivemos um tema gerador, “Uma criança com o dedo torto apontando para o chocolate”, e o resultado está ái embaixo! Sinta-se à vontade para comentar no fórum em anexo sobre suas impressões e deleite-se das obras de nossos autores!

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
Edições

Comentários (0)

Permalink

Insônia

( Alcyr Spíndola )


Começou tranqüilamente, de forma banal e inocente. O resumo da agência de publicidade descrevia uma cena clichê a ser fotografada para a campanha de lançamento da nova marca de chocolate.

Antes do início da sessão de fotos, ele é apresentado ao menino escolhido pela produtora. É fofinho, 2 aninhos de idade, levemente gordinho (o que transmite a imagem de bem-cuidado e simpático necessário para acalmar preocupações maternais das consumidoras). O melhor de tudo era o dedo, tortinho na medida certa, que atraia o olhar de todos, uma levíssima falha que servia para destacar a perfeição dos olhos e do rosto inteiro e que atraia a todos ainda mais.
mais… »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
Prosada

Comentários (0)

Permalink

Pedrinho

( Julia )


Quem sabe sábado me pula um sapo no colo e eu o coloco dentro da minha caixa de brinquedos, pensou ele. Sem saber que nenhum sapo lhe prestaria o favor de refugiar-se numa caixa de sapatos – sem brinquedo algum para fazer-lhe companhia – dormiu Pedrinho pensando em como faria para capturar os répteis que religiosamente apareciam no quintal.
mais… »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
Prosada

Comentários (0)

Permalink

Extremamente

( Amanda Onishi )


[Insira aqui um nome] era uma menina muito pobre. Pobre e azarada, extremamente azarada. Para começar era uma menina em pleno século [insira aqui um século de extrema repressão quando falamos de mulheres]. Pior que isso? Carregava consigo uma doença extremamente devastadora a [insira aqui uma doença extremamente terrível]. Mas seu maior sonho era extremamente simples: Comer um pedaço de bolo de chocolate da padaria da Rua [insira aqui algum nome de rua], um pedaço extremamente suculento e extremamente delicioso. E todos os dias ela ia até a padaria [insira aqui um nome de padaria], com uma perna paralisada, o olho enfaixado e quase sem voz rastejava extremamente cansada até a vitrine da loja, e lá observava todos os bolos de marcas e formas possíveis. E sozinha a menina pensava consigo “Ah quem dera eu pudesse provar um pedaço extremamente pequeno do maravilhoso bolo de chocolate da padaria”, mas havia dinheiro? O pai era alcoólatra, a mãe fugira anos atrás, uma menina pobre, coitada, surrada, torta e feia como o demônio.
mais… »

Criança com o dedo torto apontando para o chocolate
Prosada

Comentários (0)

Permalink