O menino com o dedo torto apontando para o chocolate

( Agente do Caos )


Cuidado com o que se deseja, já falava alguém. Eu queria ser agente de campo, esse negócio de perito de computadores enfunado numa sala estava me dando nos nervos. Resolvi arriscar-me mas a vida bate nos incautos.

Atravessei a rua sem delongas e aguardei na calçada até Jóia me alcançar. Entrei no restaurante e escolhi uma mesa aconchegante e discreta no canto. Um casal ligeiramente tímido, tomando um suquinho de manga num dia ensolarado e frio de inverno. Prosaico. Ilusório.

O restaurante era todo envidraçado, a claridade intensa penetrava e ofuscava. A imagem surreal de uma tarde brilhante, impregnava nossas mentes, enquanto o relógio tiquetaqueava e o mistério persistia. Jorge morreu sem passar adiante o material, mas deixou uma pista. Minto, ele disse algo, imaginávamos que era uma pista.

“O menino com o dedo torto apontando para o chocolate”


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