E a lua fluorescente surgiu no céu. As mãos já estavam suando, ao compasso da canção antiga, que embalava-os, um tanto receosos.
Abraçaram-se, imaginando como seria quando seus lábios finalmente se selariam pra não mais se soltarem, ou então, quando eles se juntassem, e se soltassem apenas para beijar qualquer outro lugar.
Ela encarou os próprios pés, que batiam na grama verde e cheirosa, aquele cheirinho de terra que ela adorava, enchia seus pulmões de boas vibrações.
Ele desceu a mão até a cintura da namorada, e aproximou o rosto do dela, encarando-a dentro dos olhos verdes, pareciam refletir um o outro.
O barulho dos casais no mirante, não era pequeno, a vista da cidade era linda, todas aquelas luzinhas piscando, acendendo-se, e apagando-se continuamente... seria mesmo o que ela imaginava?
Poluição demais pra uma mente tão novinha...
Ele tocou o rosto dela, e pronunciou as palavras que ela amava ouvir daqueles lábios rosados e apetitosos, correspondeu-o com o tão esperado beijo.
Finalmente os lábios selaram-se, e fecharam-se os pensamentos, e apagara-se todas as luzes da cidade, e só a luz da lua fluorescente refletiu o incansável e derradeiro beijo, seguido do sonho, e ainda depois o paraíso.
E amor ecoou nos gritos do mirante, e a paixão fez-se viva nas escorregadas de mão (sem tapas essa noite!), a luz dos olhares apagara-se também, deixando lugar para a luz do prazer.
Thalita da Silva Coelho 'Ruko'
Ruko, é uma menina de trezes anos e meio (sim, ela adora dizer o "e
meio") que tem a mente pervertida demais para a sua idade. Amante de
new metal e rock, devora livros e tenta se superar a cada conto ou
poesia escritas. Não vive sem música, ou sem seu amor, que é a base de
muitos contos (e poesias) que escreve.
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