Prólogo
Bem, Senhoras e Senhores, eu não vejo uma maneira de colocar isso da forma mais delicada e agradável. O mundo vai acabar! Sim, sim senhora, vamos todos morrer... Teus filhos? Sim, eu temo que todos que você ama irão morrer e se me permite um comentário breve, acho que você irá presenciar a morte de todos eles antes de dar o último suspiro. Não irão aparecer anjos dos céus para levar as pessoas de bom coração, senhor. Nem os de alma pura ou boa índole serão resgatados. Mas tenho uma boa notícia! Tão pouco irá aparecer demônios para lhes puxarem os pés à noite.
Podemos fazer alguma coisa? Não, agora é tarde. Dizem vocês que um mensageiro da paz, Filho de Deus veio a Dois mil anos atrás e ninguém o escutou. Claro, sem citar as outras "religiões" que também mandaram seus mensageiros para salvar a humanidade. O que vocês nunca perceberam é que não tinha nada a ver com a religião, e sim com a fé! Mas, do que adiante eu explicar agora...
Sim senhora, eu sei que você e seus familiares não tem nada a ver com os atos inescrupulosos dos seus antepassados. Perdão, a senhora usou essa palavra não? Claro, eu entendo o que a senhora quer dizer, mas o que eu espero que vocês todos entendam, é que eu sou um desses tantos mensageiros... Na verdade, o último.
Por favor, pessoas, acalmem-se! Eu disse calados e todos quietos! Bem melhor, sem pânico, sem medo. Afinal, o medo não serve de mais nada quando o objeto causador está frente a nós. Não, não sou eu! Se eu fosse o ser apocalíptico o qual vocês tanto temem, eu não estaria aqui dando uma palestra sobre "como aceitar que o mundo vai acabar". Se fosse fato, eu estaria espalhando a fome, a poluição, a miséria. Sim, eu acredito piamente que esses são os fatores que estão destruindo o nosso planeta aos poucos e que estes mesmos fatores serão o colírio para os nossos olhos, quando precisarmos nos unir para combater um mal em comum.
Mas não me interrompem novamente. O que eu estava dizendo, é que dessa vez, infelizmente, não teremos tempo de sermos desintegrados gradativamente pelos poluentes do ar, ou pelas bombas atômicas e mísseis de ultima geração. Nem nossas crianças irão olhar para o céu e perguntar: "o que é aquela coisas redonda em cima do palácio real?" E "que luz vermelha é aquela que acabou de destruir a lua?".
Sim, vocês não escutaram mal, eu disse infelizmente. O que isso significa? Que eu prefiro um alienígena na minha cabeça com canhão de íons, ou prótons, não sou cientista para saber, do que o que está para vir. Tudo bem, os tempos estão difíceis, não mais usarei de sarcasmo para vocês compreenderem que estamos acabados.
Não, não posso lhes dizer o que é. Não. Não. É simples! Vocês não compreenderiam. E eu não vou lhes testar, contando pra vocês que ser maligno é esse, pois ele está no meio de nós. Opa escapou...