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Dois Poemetos com Dor-de-Cabeça


Giovana Dias



Amicta Sole


A mulher doce
Dos lábios amargos
Meu anjo e meu
Demônio venial
A graça pura e o pior pecado
A linha fina entre
Bem e mal,

A mulher-sonho
Que de mim se apossa
Que me enaltece e que
Também me anula
Me chama "Amor"
E de palavras chulas
Que me dá sol e que
Faz com que eu gele
A que me estreita
E também me repele,

Essa mulher,
A minha amiga-amante,
O meu veneno, nos seus gestos pura
Ela me leva ao céu
E então me tortura
Me faz sangrar
A minha alma, sorrindo.
Torna essa vida, já bem grata sorte
Se a Dor conforta o seu sorriso lindo,
Me faz amar e desejar a Morte
Que vem de amá-la, mesmo me traindo.

*** Para o Leãozinho, do seu Lobo-Ornitorrinco - 09/08/04. Aproximadamente 00:59...

Incidental-Mente


Um líquido quente
Pede pra sair
Turva consciência
Do indefinível
Algo clama ser Livre,
"Ser Livre de Ser"
definição de agonia
"Imparível"

Um líquido jorra
Pelos quatro cantos
Da cabeça ovalada
De um ente anormal,
Queima em gotas de gelo
O caminho mais simples
O maniqueísmo, começo...
Ou final?

Um líquido encharca
Minhas faces, me banha
Represa das lágrimas
Dor sem ruído
Desfoca a visão do que tenho pra hoje:
Um poço de sangue, de vidro e
De gelo, no qual no entanto,
Nos banhamos unidos
E depois tu partes
Em busca do novo
Enquanto eu recolho
Os cacos partidos.

*** Leãozinho morde: AU! - "Complicada e perfeitinha, você me apareceu..." - Creio que os Deuses do Heavy Metal vão me perdoar esse deslize punkeka... Mas, vamos ao que interessa:

A Autora: Adora um drama, fazer caras e bocas na frente do espelho é uma diversão, mesmo quando vc está chorando, pois desvia o foco... Hehe, Ela chega à conclusão de que criaturas selvagens são bons parceiros de brincadeira, mas pra estar junto mesmo, prefere um Glabro... embora não tenha deixado seu Leãozinho ir embora... quem entendeu, entendeu; quem não... que pena..!