Olhou novamente para o corpo ao lado, tentando raciocinar no que fazer, afinal já tinha colocado os pés pelas mãos, tinha perdido o controle, o equilíbrio, a mente sã !
Não entendia o que acontecera, o que acabara de fazer a minutos atrás!
... havia conseguido rouba-la só para si não poderia perder tempo, o mundo girava a sua volta e todos os observavam, havia muitas pessoas na rua.
Agarrou-a com seus braços fortes, puxou para o beco, pressionando-a contra a parede úmida e fria, segurou seus cabelos e beijou-a com total avidez que sentiu seu corpo estremecer e deseja-la ainda mais .
Sim, queria deixar-se ser invadido por aquele turbilhão de impulsos não identificáveis que lhe subira ao cérebro e tomando sua corrente nervosa proporcionara ao corpo uma explosão de emoções incontroláveis .
Sentia o cheiro dela cada vez mais forte, suas mãos rasgaram sua roupa e apertara seu corpo contra o seu como se pudesse fundir os corpos em um único ser.
Não, não ouvia, não pensava, não sentia! senão os seus músculos se contraindo cada vez mais naquele balaço, e através de movimento mais bruscos encaixava seu corpo no dela nem frenesi absoluto, inimaginável, incontrolável !
Entrelaçado pela inconfundível sensação plena do descontrole, de qualquer ação racional do momento, sentia a química lhe queimar as entranhas que saia como erupção vulcânica de seu corpo, e sente as outras mãos lhe agarrar e segurou-as como se quisesse que o tempo parasse neste instante de êxtase absoluto...
... sentiu um último suspiro... e lentamente sente voltar sua mente, o corpo, a alma...
...e cai a realidade do ato impune que cometera, começa a perceber o que acabara de promover através de seus atos ilícitos aquele ser, aquele corpo ao chão, os minutos passando, 15 ao todo, e ele ali sem conseguir dizer uma palavra a olhar para ela! Imóvel!
Sim, desprovida de qualquer sentimento, movimento, Vida!