Como se pode criar em meio ao caos
Licença poética para usurpar
É necessário pedir aos mestres sua pena
Apenas deles vem o poder de transformar
O mundo mesmo lacrimejante, anda torto
Seus moradores são maus vizinhos
Andam por aí uivando seus podres ao vento
Anseiam por companhia e só vivem sozinhos
Sinto o peso dos séculos sobre meus ombros
Sinto minha alma dilacerada em escombros
Desejaria a paixão de Diadorim
Doce alienação, doce usurpação
Ai de min!
Até quando essa redoma que construí
Vai me deter
Minha grande indagação: dela sair ou
Nela morrer