Coração gélido, feições impassíveis
Tempos difíceis me tornaram assim
Deserto estéril e frio que carrego sob o peito porém sem ele não existiria vida
Pois desde a maldição da epigênise
Veio em minhas entranhas uma sede
Uma devastadora sede que não se sacia nem com demasia
Mas se procrastina com o luxo e luxúria por ela proporcionados
Luxúria sim, mas com glamour e perspicácia
Dupla perfeita, com a qual podes chegar as alturas sociais e acústicas
Ah, cara minha, alma irmã,
que angústias são estas que te servem de grilhões,
que escurecem e ocultam o alvorecer de delicada candura?
Lembro-me ainda dos dias,
melancólicos hei de concordar,
em que acordávamos inebriadas de estranha paixão,
era senão este sentimento,
aquele mesmo desejo do rouxinol que avista a lua,
e trina para ela sua mais bela serenata?
não invejo nem admiro-te
a ebria vida muito mais gozo oferece do que a tua sobriedade patriarcal
não vês quão bela é a vida no regufio tenaz da noite
tendo a alvorada escarlate como descanço
e a libertinagem lunar como deusa onipotente?
o ouro e a prata falam por si só no derramar de vinho e conhaque
e o timbre do piano tinindo no mesmo ritmo do coração viril
leve-o a locura e ele levar-te-á ao topo
terás tudo o que almeja e também que terás poder
poder suficiente, algumas vezes, para comandar o país.
Como é bela a vida livre?
Desculpe minha cara, mas esta face eu não conheço.
Enclausurada em meus aposentos
admiro a noite sombria rica em prata cravejada,
princesa de olhos mais misteriosos que possa existir,
mas em seu abraço frio não me aventuro.
Mas ao invés, se tomada de súbito,
nos braços viris de um príncipe cavaleiro
faria deste aventura o meu reino e meu paraíso.
E as irmãs discutiram em seu inconsciente o dia todo
cada argumento implantado era o motivo da discordância contrária a fonte
até que, sob os encantos abobada notívaga,
e ela, sem resguarda contra mais uma força interna poderosíssima
a donzela-cortesã rende-se aos encantos magníficos
do mundo onírico que a chamava pungentemente
mais alto, mais retórico...
Jefferson Seide Molléri, é escritor de horas vagas,
leitor compulsivo e jogador de RPG. Escreve poemetos sem muito nexo e muitas vezes
recorre ao companheirismo de sua amiga paranaense para seus delírios
melodramáticos. Publica seus pensamentos em seu blog pessoal
Caindo... e mantém um
conto periódico n'os Cavaleiros do Reino do Horizonte.
makura [thaís nas horas vagas]...
é: estudante do terceiro colegial, indecisa
e inconformada
gosta: de escrever, desenhar, amigos, Danilo
desgosta: machismo,
patriarcalismo, injustiça, egocentrismo, egoísmo
faz: pequenos trabalinhos por
aqui, precisa de velas ou caixas?
bem, essa sou eu em cinco linhas, para mais, meu
fotolog #1mp3rfect b1tch# ou
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