Poemas pra debutar na vida

William De Lucca Martinez

Coloridamente Cinza.

Não vi futuro
Acordei como quem dormia
e vi apenas azul
O azul de tudo estava em tudo e estava em todos
Mas não em mim
Eu era cinza
Mas não cinza-azulado. Cinza, apenas.

Todos dos homens do mundo são azul escuro.
Alguns são azul claro, mas são marginalizados.
As mulheres são azul-mulher. Não há tradução.
Mas eu sou cinza. Cinza, como cinza real.

Espero encontrar depois do arco-iris cinza, preto e branco de nunca o mundo que seja meu
Que é dos que não veem nem ouvem, mas são.
Que seja cinza.
Sem tons de azul.

 

Antagonizador

Eu sempre gostei mais de antagonistas
De ser o cara mal, de ser o odiado.
Melhor odiado, do que invisível, pensava eu.
Hoje eu sei que no final, todos somos invisíveis.
Somos fantasmas na trasnlucides da realidade.
Somos mortos-reais, aparições comuns.
Somos o que existe. E o que não existe.
E não-existimos mais do que existimos.
As pessoas nos fazem real quando precisam.
Você se lembra quando esquece ou quer lembrar.
Todos somos fantasmas.
Nossa visibilidade não passa de ilusão.
De Auto-Ilusão.
De Auto-Ilusão hipócrita.
Queria eu ser o antagonista de sempre.
O que sempre morre no final, por seus ideais.
O que vive nas morte. O que morre.
Mas morre na luz.

Sobre o autor: William é um cara normal, apesar de tudo. Curte Rpg, new-metal e uns gothic de vez em quando. Num bebe, num fuma e num faz nada de errado, apesar disso parecer errado (!). É odiado por muita gente (apesar dele não saber porque), e num sabe se realmente é amado por alguem, que não seja sua mãe. Vive sozinho, apesar de parecer que anda em multidão, e acha que isso é normal, apesar de ser triste. Ninguem conhece ele de verdade. Só ele.

Ele só queria ser um cara normal, sério.