Saudades


A cada dia, cada hora, cada minuto,
Cada segundo a espera de um toque.
Já não desgrudo mais do telefone,
A expectativa aumenta a cada momento,
Já é tarde... Agora você não liga mais...
Durmo desiludida.
Acordo com as luzes da espera,
O barulho da chuva me desperta.
Tento me ocupar durante o dia, mas
Este não passa, o relógio parece ter parado
Novamente tomo posse do telefone
Mas este não toca, que agonia...
Quando o faz, mais uma vez me engano
A noite chega, o sono bate...
Meus olhos piscam, já não parecem abertos
Meus lábios já não ficam mais fechados
A solidão bate forte e no coração,
Apenas há um sinal
"A saudade mata aos poucos"
Saiba que sempre serei sua e jamais deixarei de lhe amar.

Simone Valin
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