Ás vezes me pergunto se tudo foi um engano
Os passos que nunca demos
O beijo apenas nas entrelinhas de alguma música

Aqueles segundos tão charmosos
E silenciosos através da linha telefônica
Declamavam contraditórios
Uma agonia contínua
De sentir sem tocar

Dois mundos parecidos
Abrigando duas estrelas
Que se ofuscaram mutuamente
E ainda assim sentiam saudade
De algo inexistente:
O dia em que brilhariam singularmente
Na imensidão de um labirinto
Que apenas as mantivessem juntas
(para sempre)
Fora de qualquer lugar já explorado

Nosso tudo sobrevivia
Alimentando-se por planos dolorosos:
Ilusões insensatas
Que de tão perfeitas
Conseguiram abrigar a esperança
Mais linda que alguém já pôde sentir.

Agora o adeus é tão intocável e visível
Quanto qualquer nuvem,
De qualquer dia nublado
E as promessas sempre existirão
Apenas como promessas

Francine Blasius
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