Cronmwell, parte II

...Transtornado, vendo sua rotina quebrada bruscamente por acontecimentos que estavam além de sua compreensão, segue seu plano original, não tendo coragem de voltar para casa, sentindo-se culpado por não estar presente quando seus pais precisaram. Envergonhado por sua falta de coragem, parte em direção ao inexplorado, parte rumo à França.

Durante a viagem, encontra uma caravana, rumando no mesmo sentido. Não demora em fazer amizades, sentindo novamente o ímpeto da juventude em seu sangue, sente a liberdade em seu rosto conforme o galope do cavalo, e chega a esboçar alguns sorrisos durante o dia ensolarado e convidativo.

À noite, após estabelecer o acampamento, conhece Sarah, morena, traços finos em seu rosto, sotaque puxado, cabelos negros como a mais profunda escuridão, sorriso cativante, com seu olhar amendoado, convidativo, filha de Franceses, estava voltando a sua terra natal, em busca de noticias da família, pelo menos foi que ela disse quando se conheceram. Beberam, comeram, dançaram e ao final da noite, se entregaram sob a luz do luar, ouvindo o pequeno córrego ao longe, encantados com a beleza do céu e suas estrelas, ela o fez esquecer tudo de ruim que o perturbava por breves momentos, ele foi novamente feliz.

Amanhece sozinho em sua cama, coberto com suas roupas e algumas palhas, desnudo, procura insistentemente por Sarah e não há encontra, preocupado e ansioso por um próximo reencontro, não entende ao certo o que houve. Mas, atormentando por suas lembranças, tenta esquecer sua angustia e preocupação. Sente dores pelo seu corpo, sente seu estomago rasgando suas entranhas e é socorrido por alguns novos amigos, passa o dia em repouso e mal tem forças para se alimentar, apenas quer dormir.

Acordado no meio da noite, por um beijo doce de Sarah em sua face, levanta-se assustado, recuperado de suas dores e aliviado pelo repouso, mas ainda assustado, em um misto de felicidade com dor, não esconde a felicidade de reencontrá-la, esboçando um belo sorriso, prontamente retribuído. Tocaram-se, deleitaram-se no mais profundo dos abraços, seguido pelo mais gostos dos beijos, acordou no dia seguinte, complemente faminto e após saciar sua fome, deu-se conta de que Sarah não estava novamente, confortado pelas lembranças da noite passada, e confiante de que ela viria na noite seguinte, sendo consumido pela ansiedade, aguardou confiante do próximo encontro.

O dia demorou a passar, sua agonia era refletido em sua face, seu amor estava em seus olhos, sua garganta seca, incapaz de pronunciar palavras denunciava sua condição. A noite caiu e com ela toda a sua agonia ao ver Sarah andando calmamente pelo acampamento, conversando com todos e despejando toda sua beleza a seus olhos sedentos. Rapidamente ele se levanta, e anda em direção a sua motivação, tomando-a pela mão, molha a garganta em um resto de saliva, ergue seus olhos, fitando-os de sua adorada por um breve momento...

George Domit

Coordenador do projeto brasil by night (bbn); fanático por d&d, forgotten realms, vampire e outros; freqüentador assíduo do open bar as sextas e sábados, chá aos domingos a tarde no shopping, jogo as terças-feira de madrugada, trabalha em horario comercial, dorme quando tem tempo...

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